domingo, junho 06, 2004
Algumas pessoas difíceis
Enquanto professores não escapamos às pessoas difíceis: alguns alunos, pais, colegas, empregados são, de facto, muito difíceis. E, por muito que nos custe, não podemos fazer com que abandonem a escola. O argumento de que nos irritam não é suficiente para tal. Por isso, temos que encarar a (dura) realidade: se não pudermos modificar a pessoa difícil de imediato, devemos mentalizar-nos de que temos de conviver com elas com o menor incómodo possível. Isto não significa aguentá-las mas trabalhar construtivamente com elas.
Vejamos alguns exemplos.
(ou "Manual para trabalhar e funcionar com os «Bate-mal»")
1. A voz que grita no deserto: vive isolada nas suas certezas para as quais apresenta suportes burocráticos (legislação, actas, memorandos, cartas) ou científicos (livros, artigos) como se isso constituísse um elemento de poder. Quanto menos atenção se lhe der mais insistente se torna.
O que fazer: valorizar as suas informações (que poderão ser úteis) e orientar a sua vocação para tarefas que exigem organização meticulosa e concentração.
2. A apunhaladora: cria associações temporárias com as pessoas que lhe servem de joguetes para conseguir vantagens. A sua intervenção é oculta e, por isso, é preciso estar especialmente atento.
O que fazer: não encorajar de modo algum este funcionamento nem o dar a conhecer ao grupo. Falar a sós com ela: confrontá-la abertamente com o seu jogo e com os princípios que devem orientar o grupo (valorização da relação interpessoal, colaboração intra-grupo...).
3. A sim, mas: levanta objecções até na tarefa mais fácil, parece conhecer sempre uma maneira melhor, uma alternativa mais válida. Quando essas objecções se tornam mesquinhas corre-se o risco de não avançar no trabalho. Tal como a voz que grita no deserto pode ser um auxiliar precioso uma vez que considera outras formas de encarar a situação. Por isso, as suas objecções devem ser, até certo ponto, acolhidas.
O que fazer: para diminuir a energia e o empenhamento o truque é solicitar as suas objecções por escrito.
Vejamos alguns exemplos.
(ou "Manual para trabalhar e funcionar com os «Bate-mal»")
1. A voz que grita no deserto: vive isolada nas suas certezas para as quais apresenta suportes burocráticos (legislação, actas, memorandos, cartas) ou científicos (livros, artigos) como se isso constituísse um elemento de poder. Quanto menos atenção se lhe der mais insistente se torna.
O que fazer: valorizar as suas informações (que poderão ser úteis) e orientar a sua vocação para tarefas que exigem organização meticulosa e concentração.
2. A apunhaladora: cria associações temporárias com as pessoas que lhe servem de joguetes para conseguir vantagens. A sua intervenção é oculta e, por isso, é preciso estar especialmente atento.
O que fazer: não encorajar de modo algum este funcionamento nem o dar a conhecer ao grupo. Falar a sós com ela: confrontá-la abertamente com o seu jogo e com os princípios que devem orientar o grupo (valorização da relação interpessoal, colaboração intra-grupo...).
3. A sim, mas: levanta objecções até na tarefa mais fácil, parece conhecer sempre uma maneira melhor, uma alternativa mais válida. Quando essas objecções se tornam mesquinhas corre-se o risco de não avançar no trabalho. Tal como a voz que grita no deserto pode ser um auxiliar precioso uma vez que considera outras formas de encarar a situação. Por isso, as suas objecções devem ser, até certo ponto, acolhidas.
O que fazer: para diminuir a energia e o empenhamento o truque é solicitar as suas objecções por escrito.