domingo, junho 06, 2004
(R)evolução dos (Es)cravos
Agora que parece ter acalmado a discussão sobre o 25 de Abril (ai o triste fado do esquecer português para além do momento...), permito a mim mesmo o "enterrar da colherada" em tão badalada temática.
Confesso que no início não percebia bem o celeuma em volta de uma qualquer publicidade sobre o 25 de Abril, parecia que tinham roubado o "R", ou então teria este fugido para Cuba, onde com certeza seria bem recebido.
Mas foi quando entrei em contacto com a publicidade "darwiniana"/evolucionista (ou que ela entrou em contacto comigo, tal era a célere propagação da mesma) que criei uma nefasta indignação, misturada perigosamente e em doses industriais com uma incredulidade que ainda hoje custa a engolir (e não esquecer, engolir é amor, cuspir é traição). É que se os cartazes ainda me proporcionaram uns interessantes momentos de lazer ao ar livre, a pintar "R"s vermelhos antes da palavra "evolução", os anúncios televisivos quando muito proporcionar-me-iam um écran pintado de vermelho, para além da mais que óbvia náusea perante a campanha de marketing mais fascista desde o tempo do Salazar.
Pergunto eu: como é que é possível isto ter acontecido? Como é que é possível que todo o país (tirando o José Hermano Saraiva e outros símios que tais) não se tenha revoltado com esta situação? Em vez de revoltado, "evoltado"? Em vez de indignado, resignado?
É bem verdade que o número de mulheres licenciadas aumentou 2000% desde o 25 de Abril. Mas isso deve-se a uma REVOLUÇÃO, e não a uma evolução natural como nos querem fazer crer. E que tal tenha acontecido não se deve a este governo, como nos querem fazer crer. E que pelo número de mulheres licenciadas ser agora bem melhor do que no período pré-74, não quer dizer que a educação do nosso país esteja bem. Nem que não nos devamos indignar. Como nos querem fazer crer.
E as estradas? E a água canalizada? E a saúde? Tudo obra deste governo? Tudo fruto de uma evolução?
E esse singelo "R" é tão importante... Abril é revolução, uma falsa revolução talvez, pois não chegou a todo o lado, mas uma revolução!!! Um ponto de viragem, um marco, um sonho, um desejo, uma realidade concreta. Liberdade.
Confesso que no início não percebia bem o celeuma em volta de uma qualquer publicidade sobre o 25 de Abril, parecia que tinham roubado o "R", ou então teria este fugido para Cuba, onde com certeza seria bem recebido.
Mas foi quando entrei em contacto com a publicidade "darwiniana"/evolucionista (ou que ela entrou em contacto comigo, tal era a célere propagação da mesma) que criei uma nefasta indignação, misturada perigosamente e em doses industriais com uma incredulidade que ainda hoje custa a engolir (e não esquecer, engolir é amor, cuspir é traição). É que se os cartazes ainda me proporcionaram uns interessantes momentos de lazer ao ar livre, a pintar "R"s vermelhos antes da palavra "evolução", os anúncios televisivos quando muito proporcionar-me-iam um écran pintado de vermelho, para além da mais que óbvia náusea perante a campanha de marketing mais fascista desde o tempo do Salazar.
Pergunto eu: como é que é possível isto ter acontecido? Como é que é possível que todo o país (tirando o José Hermano Saraiva e outros símios que tais) não se tenha revoltado com esta situação? Em vez de revoltado, "evoltado"? Em vez de indignado, resignado?
É bem verdade que o número de mulheres licenciadas aumentou 2000% desde o 25 de Abril. Mas isso deve-se a uma REVOLUÇÃO, e não a uma evolução natural como nos querem fazer crer. E que tal tenha acontecido não se deve a este governo, como nos querem fazer crer. E que pelo número de mulheres licenciadas ser agora bem melhor do que no período pré-74, não quer dizer que a educação do nosso país esteja bem. Nem que não nos devamos indignar. Como nos querem fazer crer.
E as estradas? E a água canalizada? E a saúde? Tudo obra deste governo? Tudo fruto de uma evolução?
E esse singelo "R" é tão importante... Abril é revolução, uma falsa revolução talvez, pois não chegou a todo o lado, mas uma revolução!!! Um ponto de viragem, um marco, um sonho, um desejo, uma realidade concreta. Liberdade.